MÁRCIA MARTINS / Gabinete do deputado Romoaldo Júnior

A proposta do deputado Romoaldo Júnior (MDB) que institui a Semana Estadual de Conscientização sobre a Psoríase agora é lei. Sob o número 11.004/2019, a normativa beneficia 125 milhões de pessoas no mundo, sendo 5 milhões apenas no Brasil. As ações de conscientização passam a ser realizados anualmente a partir da semana do dia 29 de outubro, Dia Internacional de Conscientização da Psoríase, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A doença que ainda sem cura, não é contagiosa e pode ser controlada com tratamento adequado. Pode afetar o corpo todo, principalmente os joelhos, cotovelos, mãos, pés e o couro cabeludo. O diagnóstico e o tratamento devem ser indicados por um dermatologista.

Em meio a tantos projetos que já apresentou na área da saúde, Romoaldo Júnior diz que um dos objetivos que o levou a apresentar esse, que virou lei, foi o de amenizar os preconceitos que muitos pacientes reclamam sofrer pelos transtornos estéticos causados pela enfermidade.

“É um problema que tem que ser discutido, pois provoca discriminação, por falta de informação. Muito mais que um transtorno estético, pode causar uma série de impactos negativos na vida do doente, como depressão, discriminação social e até profissional”, assegurou.

A causa da doença ainda é desconhecida, pode surgir em qualquer fase da visa, sendo mais frequente o seu aparecimento antes dos 30 anos, ou após os 50. Em se tratando de preconceito, Romoaldo avalia que um adulto já pode ter inúmeras dificuldades em conviver com ela, o que dizer de uma criança?

Diante disso, o deputado lembra que é importante explicar para a criança que a psoríase é só um detalhe em sua vida, não é o que a define. E que é fundamental que os pais ajudem o filho a entender sua condição, para que ele saiba como agir nos momentos de crise, quando aparecem as escamações.

“A criança também precisa entender que outras crianças podem agir de forma nem sempre simpática, devido à falta de esclarecimentos sobre o assunto. Temos que ensinar e preparar nossos ‘pequenos’ como reagir diante da situação”, resumiu.

Pesquisa mundial encomendada sobre o assunto pela indústria farmacêutica revela que o Brasil é líder em preconceito: 96% dos entrevistados afirmaram ter sido vítimas de humilhação e discriminação em razão da enfermidade. A média global é de 84%. Países latinos, como México e Argentina, tiveram índices melhores, abaixo inclusive da média global.

Gabinete do deputado Romoaldo Júnior

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