Márcia Martins / Assessoria de Imprensa de Gab.

 

A falta de mobiliário de qualidade, adequado à idade dos alunos e à sua condição de destros, canhotos ou pessoas com deficiência, é ainda um problema que afeta estudantes de todo o país. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso está analisando o Projeto de Lei nº 274/2018, que dispõe sobre a disponibilização obrigatória, por parte das escolas públicas, de mobiliários adequados as necessidades desse público.

 

O autor da propositura, deputado Romoaldo Júnior (MDB) defende que o aluno que é canhoto e senta numa cadeira que é para aluno destro, se depara com uma situação de desconforto, até mesmo na questão da coluna, tendo em vista que ele tem que ficar um pouco torto, para conseguir executar as tarefas de ensino.

 

“Se o estudante não se senta em uma cadeira adequada, ele acaba tendo que se adequar e termina tendo prejuízos – não que seja pedagógico, mas pode causar algum problema de ordem física”, justifica o parlamentar.

 

Estima-se que a relação entre destros e canhotos seja de um canhoto para cada doze destros, segundo números da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, conforme dados do último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010, 23,9% da população total, têm algum tipo de deficiência – visual, auditiva, motora e mental ou intelectual, o que representa cerca de 45,6 milhões de pessoas.

 

A inclusão social da pessoa com deficiência demanda prioridade no planejamento e execução de políticas públicas, de forma a assegurar o respeito aos seus direitos fundamentais, como saúde, educação, trabalho, previdência e assistência sociais, acessibilidade, cultura, turismo, esporte e lazer.

 

A agente de saúde, Laura Martins é canhora, mora na cidade de Dom Aquino em Mato Grosso e disse que aplaude a iniciativa do deputado. “Sempre tive dificuldades em encontrar cadeiras apropriadas para canhotos nas instituições de ensino em que estudei. Por não existir um mundo inclusivo para os canhotos, minha mãe também não contribuiu e lutou tanto para me ensinar a escrever com a mão direita, que praticamente deixei de ser canhota. Parabéns ao deputado pelo projeto de inclusão”, declarou.

 

Vale registrar que o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado no dia 17 de novembro de 2011, por meio do Decreto nº 7.612, pela então presidente Dilma Rousseff, tem como objetivo implementar novas iniciativas e intensificar ações que, atualmente, já são desenvolvidas pelo governo em benefício das pessoas com deficiência.

 

“As medidas previstas na proposta em análise serão de alta relevância social, pois permitirão o atendimento às peculiaridades de alunos destros, canhotos e com deficiência, promovendo a inclusão social de importante segmento populacional, promovendo a socialização, integração e interação entre crianças com deficiência e as demais, favorecendo a construção de uma sociedade solidária e respeitosa”, disse Romoaldo ao ressaltar que em Cuiabá, inclusive a lei municipal de nº 5.483, de outubro de 2011, obriga a disponibilização adequada de cadeira escolar para canhotos.

 

 

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